Vereadores de Sumaré propõem Comissão de Assuntos Relevantes para tratar do corte de verbas para o HES

Requerimento assinado pelos vereadores Alan Leal (Patriota), André da Farmácia (PSC), Digão (DEM), Lucas Agostinho (DEM) e Pereirinha (PSC) será analisado no retorno das atividades legislativas

Por Redação 12/01/2021 - 21:39 hs

Nesta segunda-feira (11), cinco vereadores de Sumaré apresentaram ofício de abertura de uma Comissão de Assuntos Relevantes para investigar o corte de verbas para o Hospital Estadual de Sumaré (HES). O requerimento é assinado pelos vereadores Alan Leal (Patriota), André da Farmácia (PSC), Digão (DEM) e Lucas Agostinho (DEM) e Pereirinha (PSC). O objetivo dos parlamentares é convocar dirigentes estaduais e da Unicamp, que administra o hospital, para questionar o embasamento técnico dessas medidas.

O pedido de abertura da comissão deve ser analisado no retorno das atividades parlamentares, pelo presidente da Câmara, vereador Willian Souza (PT). A expectativa é de que a comissão seja instalada o mais breve possível.

O Hospital Estadual de Sumaré anunciou o fechamento de alas e a suspensão de procedimentos após ter o repasse de verbas reduzido pelo governo do Estado de São Paulo. "Grande parte da população de Sumaré depende do SUS. É preciso ampliar o atendimento do Hospital estadual, não reduzi-lo, especialmente num momento de pandemia", afirma o vereador André da Farmácia. "Quem precisa de atendimento hospitalar tem pressa. Depender de outros municípios pode causar enormes prejuízos aos pacientes", ressalta o vereador Alan Leal.

Devido à redução de 6,5% no repasse estadual, estima-se que pelo menos 100 trabalhadores devem ser demitidos, além de impactar suspensões de pelo menos 7 mil exames, 17 mil consultas e 4,5 mil cirurgias ambulatoriais, além dos fechamentos do serviço de oftalmologia, da enfermaria e urgência referenciada de pediatria, segundo divulgado pela Diretoria Executiva da área da saúde da Unicamp.

"Reduzir o repasse para o hospital estadual não faz sentido. O governo precisa explicar essa decisão", pontuou o vereador Pereirinha. “É inadmissível, que no pior momento da pandemia, a saúde pública restringe o atendimento e a qualidade de atendimento de toda a população, enfatizou o vereador Lucas Agostinho. O vereador Digão conclui dizendo que “a Câmara de Sumaré deve fazer a sua parte: ouvir os responsáveis por essa medida e fazer tudo o que for possível para revertê-la".

Além da população de Sumaré, o HES atende pacientes de Americana, Hortolândia, Monte Mor, Nova Odessa e Santa Bárbara d'Oeste.