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Sumaré,11/08/2026

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Sumaré registra aumento de casos de esporotricose e reforça alerta sobre contato com gatos

Município reúne três das seis ocorrências humanas confirmadas na região de Campinas em 2026; identificação de feridas em animais e atendimento rápido são fundamentais para evitar a transmissão

Fonte: G1 Campinas
Sumaré registra aumento de casos de esporotricose e reforça alerta sobre contato com gatos Reprodução/EPTV

Sumaré concentra atualmente três dos seis casos de esporotricose humana identificados na região de Campinas em 2026. Os números da Secretaria Estadual de Saúde colocam o município em alerta para uma doença que pode ser transmitida de animais infectados para pessoas, principalmente por meio de arranhões, mordidas e contato com lesões.

A esporotricose é provocada por fungos encontrados naturalmente no ambiente. O problema ganha maior atenção quando o agente chega aos animais, especialmente aos gatos, que podem carregar o fungo nas unhas e transmiti-lo durante o contato com pessoas.

Embora a doença também esteja relacionada ao ambiente, gatos com acesso às ruas apresentam maior possibilidade de exposição, já que entram em contato com solo, vegetação e outros materiais onde o fungo pode estar presente.

Feridas persistentes exigem atenção

Um dos principais sinais de alerta nos gatos são lesões que permanecem por semanas e não apresentam cicatrização. Elas podem aparecer no rosto, nas patas, nas orelhas e na região da cauda.

A presença de uma ferida com essas características não significa, necessariamente, que o animal esteja contaminado, mas deve ser motivo para avaliação veterinária. O cuidado é importante principalmente porque o contato direto com uma lesão de um animal infectado pode resultar na transmissão para uma pessoa.

A recomendação é evitar manipular o animal sem proteção e não tentar tratar as feridas por conta própria.

Doença também pode afetar pessoas

Nos seres humanos, a infecção costuma se manifestar inicialmente na pele, podendo surgir como uma pequena alteração no local onde ocorreu o contato com o fungo. Com o avanço da doença, novas lesões podem aparecer e o quadro pode se tornar mais extenso.

A aposentada Martina Pereira Menezes descobriu a infecção depois de manter contato frequente com gatos que apareciam em frente à sua residência. Mesmo sem ter um gato de estimação, ela costumava alimentar os animais.

O que começou como uma pequena alteração no calcanhar evoluiu e, segundo ela, ainda provoca sintomas durante o tratamento.

O episódio mostra que a transmissão não está restrita aos tutores de gatos. Pessoas que alimentam ou manipulam animais de rua também podem estar expostas quando há contato com um felino infectado.

Tratamento pode durar meses

A esporotricose possui tratamento e, quando identificada, deve ser acompanhada por profissionais de saúde. Nos casos humanos, o uso de medicamentos antifúngicos pode se estender por um período de três a seis meses.

O diagnóstico e o início do tratamento são importantes para impedir que a infecção avance. Em situações mais graves, o fungo pode alcançar outras regiões do organismo e comprometer órgãos além da pele.

Por isso, pessoas que apresentarem feridas ou alterações na pele após contato com gatos que possam estar infectados devem procurar uma unidade de saúde e informar sobre o possível contato com o animal.

Prevenção começa com cuidados no manejo

De acordo com a Vigilância Epidemiológica de Sumaré, a falta de conhecimento sobre os sinais da doença ainda representa um desafio para o controle dos casos. Reconhecer lesões suspeitas nos animais e procurar atendimento especializado pode ajudar a interromper a cadeia de transmissão.

Para quem precisa cuidar de um gato com suspeita ou confirmação de esporotricose, a orientação é utilizar luvas e máscara durante o manejo e evitar o contato direto com as feridas.

Os animais também devem ser avaliados por um médico-veterinário, que poderá indicar a conduta adequada.

Atenção aos sinais

A população deve ficar atenta principalmente a gatos que apresentam feridas persistentes, especialmente quando o animal tem acesso frequente à rua. O contato com lesões deve ser evitado até que o diagnóstico seja esclarecido.

Com três casos humanos confirmados entre as seis ocorrências registradas na região neste ano, Sumaré concentra metade dos registros e reforça a necessidade de informação e prevenção para reduzir novos casos.




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