Rota Mogiana assume rodovias da região de Campinas e prevê ampliar número de pedágios
Concessão de 30 anos abrange cerca de 520 quilômetros de estradas em 22 municípios; quantidade de pontos de cobrança poderá passar de nove para 19, mas novas tarifas dependerão da conclusão de melhorias previstas no contrato
Governo de São Paulo/Divulgação A concessionária Rota Mogiana iniciou, neste domingo (1º), a operação de rodovias estaduais que atendem Campinas e outros municípios das regiões de Campinas e Ribeirão Preto. Com um contrato de concessão de 30 anos, a empresa passa a ser responsável pela conservação, manutenção, monitoramento e atendimento aos motoristas em aproximadamente 520 quilômetros de estradas e acessos estaduais.
Na região de Campinas, a transferência da administração envolve trechos que passam por Artur Nogueira, Campinas, Espírito Santo do Pinhal, Estiva Gerbi, Holambra, Jaguariúna, Mogi Guaçu, Mogi Mirim e Santo Antônio de Posse. Ao todo, a malha concedida alcança 22 municípios das duas regiões.
Uma das principais mudanças previstas no contrato é a ampliação dos pontos de cobrança de pedágio. Atualmente, são nove locais, mas a previsão é chegar a 19 ao longo dos próximos anos. A implantação dos dez novos pontos será gradual e não ocorrerá imediatamente com o início da operação.
Novas cobranças terão implantação gradual
Os novos pedágios deverão funcionar pelo sistema eletrônico Siga Fácil, conhecido como free flow, que permite a cobrança automática sem a necessidade de parar nas praças físicas.
Entretanto, a instalação dos pontos adicionais está condicionada ao cumprimento de etapas previstas no contrato, incluindo a realização e a comprovação de melhorias nas rodovias e a disponibilização dos serviços exigidos. A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) será responsável pela fiscalização dessas condições.
Até o anúncio do início da operação, não haviam sido divulgados o calendário de ativação nem os locais exatos de todos os novos pontos de cobrança.
A malha transferida à concessionária reúne trechos que anteriormente estavam sob diferentes administrações: 346 quilômetros eram operados pela Renovias, enquanto outros 174 quilômetros estavam sob responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER-SP).
O contrato de concessão foi formalizado em 27 de agosto de 2026, dando continuidade ao processo de transferência de rodovias estaduais à iniciativa privada.
Sistema Ponto a Ponto de Jaguariúna será encerrado
Entre as alterações previstas para os motoristas da região está o fim do sistema Ponto a Ponto em Jaguariúna. Segundo o governo estadual, a tarifa do trecho terá redução de 50%, benefício que será aplicado a todos os usuários, sem necessidade de cadastro no modelo anterior.
O contrato também estabelece o Desconto de Usuário Frequente (DUF), destinado a motoristas que utilizam repetidamente o mesmo pórtico de cobrança. Pelas regras anunciadas, haverá desconto de 10% para quem realizar entre 11 e 20 passagens e de 20% para quem acumular de 21 a 30 passagens no mesmo ponto.
As condições de aplicação do benefício e os valores das tarifas deverão seguir as regras contratuais. A tabela completa de preços não foi detalhada nas informações divulgadas sobre o início da concessão.
Investimentos previstos chegam a R$ 9,4 bilhões
O programa de concessão prevê investimentos de aproximadamente R$ 9,4 bilhões ao longo dos 30 anos de contrato. Para os dois primeiros anos, estão programados R$ 544,2 milhões em intervenções, incluindo recuperação do pavimento, melhorias na sinalização e drenagem, manutenção de pontes e viadutos, adequação de defensas metálicas e implantação de iluminação.
Uma das principais obras anunciadas é a ampliação da capacidade da Rodovia Governador Adhemar Pereira de Barros (SP-340), no trecho entre Campinas e Mogi Guaçu.
Também estão previstas intervenções na SP-350, entre Casa Branca, Itobi e São José do Rio Pardo, além da construção do contorno viário de Águas da Prata.
Para o conjunto da malha concedida, o planejamento contempla 217 quilômetros de duplicações, 138 quilômetros de faixas adicionais e terceiras faixas e outros 86 quilômetros de novas vias marginais.
O pacote de obras inclui ainda a implantação de 58 passarelas, 129 interseções, 24 estruturas entre pontes e viadutos e a construção ou adequação de 151 dispositivos de acesso. A execução das intervenções deverá acompanhar o cronograma estabelecido no contrato.
Ciclovias e novos pontos de ônibus também estão previstos
Além das obras voltadas ao tráfego de veículos, o projeto contempla melhorias para ciclistas e usuários do transporte coletivo. Estão previstos 36,8 quilômetros de ciclovias e a implantação de 135 pontos de ônibus ao longo da malha concedida.
Na região de Campinas, as ciclovias deverão ser implantadas na SP-107, em trechos de Artur Nogueira, Holambra, Jaguariúna e Santo Antônio de Posse. Também há previsão de estrutura cicloviária na SP-342, em Águas da Prata.
Atendimento aos usuários funcionará 24 horas
Com a mudança na administração, a Rota Mogiana passa a responder pelos serviços de atendimento e suporte aos motoristas durante todo o dia. A estrutura anunciada inclui equipes de guincho, socorro médico, monitoramento por câmeras e um Centro de Controle Operacional (CCO).
A concessionária também ficará responsável pela conservação e pelo acompanhamento das condições das rodovias, além da prestação dos serviços previstos no contrato.
A transferência da gestão marca o início de um novo período de administração da malha rodoviária, com previsão de obras e ampliação da infraestrutura. Para os motoristas, as mudanças deverão ocorrer gradualmente, conforme o andamento das intervenções e o cumprimento das exigências estabelecidas pelo governo estadual e pela Artesp.



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