Áudio gravado por adolescente de 13 anos leva à prisão de pai por estupro e cárcere privado em Hortolândia
Vítima fugiu de casa e entregou prova aos policiais; mãe da menor também será investigada por suspeita de omissão
Rafael Castro/EPTV Um homem de 38 anos foi preso em flagrante sob a acusação de estuprar e manter em cárcere privado a própria filha, uma adolescente de 13 anos. A prisão ocorreu após a menor conseguir fugir da residência da família, localizada no bairro Jardim Primavera, e acionar as autoridades policiais. Uma gravação de áudio realizada pela vítima foi fundamental para a autuação do suspeito.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, um dos abusos mais recentes aconteceu durante a transmissão de uma partida de futebol da Seleção Brasileira. A adolescente gravou a ação do pai de forma oculta e entregou o arquivo na delegacia. O material foi anexado ao inquérito e, segundo a equipe de investigação, expõe o som da partida ao fundo enquanto a vítima pede pelo fim da agressão.
Detenção e desdobramentos judiciais
A Guarda Municipal foi acionada logo após a menor comparecer ao plantão policial. Os agentes se deslocaram até o imóvel e localizaram o investigado. No momento da abordagem, o homem tentou impedir a ação policial e acabou autuado também pelo crime de resistência.
O suspeito foi inicialmente conduzido à Cadeia Pública de Sumaré (SP). Após passar por audiência de custódia, o Poder Judiciário converteu a prisão em flagrante em preventiva, determinando que ele permaneça preso durante o andamento do processo. A adolescente foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) de Americana (SP) para a realização de exames periciais.
Investigação por omissão
O caso também gerou desdobramentos em relação à conduta da mãe da adolescente. Em depoimento, a jovem relatou que já havia reportado os abusos à responsável anteriormente, mas não recebeu crédito. Diante disso, a Polícia Civil instaurou um procedimento para apurar a possível omissão da mãe frente aos crimes.
O Conselho Tutelar foi acionado para garantir a integridade da menor. O órgão determinou o afastamento imediato da adolescente do convívio materno e ela foi formalmente entregue aos cuidados da avó.


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