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Sumaré,29/06/2026

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Grevistas terceirizados da Replan são agredidos durante manifestação em Paulínia

Ataque de grupo encapuzado deixou trabalhadores feridos e provocou disparos de arma de fogo; Polícia Civil investiga o caso

Fonte: G1 Campinas
Grevistas terceirizados da Replan são agredidos durante manifestação em Paulínia Sindipetro

Dois trabalhadores terceirizados da Refinaria de Paulínia (Replan), unidade da Petrobras, ficaram feridos após serem agredidos durante uma manifestação grevista na madrugada desta sexta-feira (26), nas proximidades da refinaria, às margens da Rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332), em Paulínia. O caso também envolveu disparos de arma de fogo e danos a veículos estacionados no local.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), as vítimas, de 43 e 49 anos, participavam da paralisação quando cerca de 15 homens armados e com os rostos cobertos chegaram ao local e iniciaram as agressões. Durante a ação, tiros foram disparados e alguns automóveis acabaram danificados.

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Paulínia como lesão corporal, dano ao patrimônio e disparo de arma de fogo. A Polícia Civil requisitou perícia nos veículos atingidos e exames de corpo de delito para os trabalhadores feridos. As investigações seguem para identificar os responsáveis pelo ataque e esclarecer a motivação da ação.

Um vídeo gravado por um dos trabalhadores após o episódio mostra o homem relatando que foi agredido com um taco de beisebol e ameaçado por homens armados. Segundo o advogado que representa os feridos, um dos trabalhadores precisou receber 36 pontos na cabeça, enquanto outro permanece internado no Hospital Municipal de Paulínia. A SSP informou que ainda apura a relação dessas vítimas com a ocorrência registrada.

Em nota, a Petrobras informou que não foi oficialmente comunicada sobre o caso, mas afirmou ter tomado conhecimento dos fatos e acionado imediatamente as empresas terceirizadas envolvidas. A companhia também declarou repudiar qualquer ato de violência e reforçou que as circunstâncias do episódio devem ser investigadas pelos órgãos competentes.

A paralisação dos trabalhadores terceirizados da construção civil e manutenção industrial da Replan teve início no último dia 15 e é organizada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e pelo Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro). A categoria reivindica reajuste salarial de 9%, aumento no vale-alimentação, melhoria no café da manhã, reajuste da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e ampliação da cesta natalina.

Segundo a FUP, parte das empresas apresentou propostas de negociação, mas outras ainda não atenderam às reivindicações dos trabalhadores. Mesmo após decisão judicial determinando a manutenção parcial das atividades, a greve continua devido à falta de acordo entre as partes.

O coordenador-geral do Sindipetro, Steve Austin, condenou as agressões e defendeu o direito constitucional de greve. Em manifestação, afirmou que conflitos trabalhistas devem ser resolvidos por meio do diálogo e das negociações, sem qualquer tipo de violência contra os trabalhadores.

O caso permanece sob investigação da Polícia Civil.




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