Moradores voltam a relatar gosto e cheiro desagradáveis na água distribuída em cidades da região
Queixas foram registradas em Hortolândia, Paulínia e Monte Mor; Sabesp reforça monitoramento e afirma que a água permanece própria para consumo
Moradores de Hortolândia, Paulínia e Monte Mor voltaram a relatar alterações no gosto e no odor da água distribuída pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). As reclamações, que já haviam sido registradas em abril deste ano, reapareceram nas últimas semanas e têm causado preocupação entre os consumidores, que descrevem um cheiro semelhante ao de mofo ou pano úmido e afirmam sentir um gosto desagradável ao consumir a água.
Além do desconforto durante o consumo, moradores relatam que o problema também é percebido durante o banho e em outras atividades domésticas. Em grupos de moradores nas redes sociais, diversas pessoas afirmam ter deixado de consumir a água da torneira e optado pela compra de água mineral enquanto aguardam uma solução definitiva.
Entre as principais preocupações está a possibilidade de impactos à saúde. Alguns moradores relataram episódios de irritação na pele e problemas gastrointestinais, embora, até o momento, não exista confirmação de que esses sintomas estejam relacionados à qualidade da água distribuída.
A situação tem gerado apreensão principalmente entre famílias com crianças, idosos e gestantes. Em alguns casos, consumidores afirmam que o problema havia desaparecido por algumas semanas, mas voltou a ser percebido recentemente.
Sabesp intensifica monitoramento
Em nota, a Sabesp informou que reforçou o monitoramento da qualidade da água nas cidades de Hortolândia e Paulínia após receber manifestações de consumidores sobre alterações de gosto e odor.
Segundo a companhia, equipes técnicas estão realizando coletas e análises em diferentes pontos do sistema de abastecimento e atendendo diretamente os clientes que registraram reclamações.
A empresa destaca que, até o momento, os resultados das análises apontam que a água distribuída permanece dentro dos padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação brasileira.
Como medida preventiva, a Sabesp informou que aumentou a aplicação de carvão ativado durante o processo de tratamento da água, recurso utilizado para reduzir compostos que podem provocar alterações de gosto e cheiro. A companhia também comunicou que acionou os órgãos competentes para acompanhar a situação e manterá o monitoramento contínuo do sistema.
Cetesb acompanha a situação
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) também acompanha o caso. O órgão informou que realiza monitoramento permanente da qualidade dos rios utilizados no abastecimento da região, incluindo o Rio Jaguari, um dos principais mananciais que abastecem os municípios afetados.
De acordo com a Cetesb, até o momento não foram identificadas alterações nos principais parâmetros de qualidade da água nem substâncias que justifiquem as mudanças de odor e sabor relatadas pelos moradores. O acompanhamento seguirá sendo realizado de forma contínua.
Problema já havia ocorrido anteriormente
Esta não é a primeira vez que consumidores enfrentam esse tipo de situação. Em abril deste ano, moradores das mesmas cidades também registraram reclamações semelhantes.
Na ocasião, a Sabesp informou que a alteração estava relacionada à presença de substâncias no Rio Jaguari que interferiam nas características sensoriais da água, como gosto e odor. A companhia afirmou ter adotado medidas para normalizar o abastecimento e garantiu que continuaria monitorando o manancial.
Agora, com o retorno das reclamações, moradores esperam uma solução definitiva e mais esclarecimentos sobre a origem do problema.
Canais de atendimento
Consumidores que identificarem alterações na água podem registrar ocorrência pelos canais oficiais da Sabesp:
Telefone: 0800 055 0195 (24 horas);
WhatsApp: (11) 3388-8000;
Agência Virtual da companhia.
A concessionária orienta que as reclamações sejam formalizadas para que equipes técnicas possam realizar vistorias e coletas de amostras, contribuindo para a investigação da ocorrência.

COMENTÁRIOS