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Sumaré,27/08/2026

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Prefeito de Paulínia se manifesta sobre paralisação de educadoras e defende continuidade do diálogo

Danilo Barros afirmou que a Prefeitura mantém as negociações com sindicato e movimento e destacou projetos enviados à Câmara para regulamentar direitos e carreira das profissionais

Fonte: Jornalismo Diferente
Prefeito de Paulínia se manifesta sobre paralisação de educadoras e defende continuidade do diálogo

O prefeito de Paulínia, Danilo Barros, divulgou um posicionamento sobre a paralisação proposta pelo sindicato e pelo movimento Somos Todas Professoras, que reúne profissionais da educação infantil. O chefe do Executivo municipal lamentou a mobilização e afirmou que a paralisação pode afetar diretamente a rotina de centenas de famílias e alunos da rede municipal.

Segundo o prefeito, a Prefeitura vem buscando alternativas para atender às reivindicações das profissionais dentro dos limites legais e orçamentários. Danilo destacou que a discussão salarial ainda não foi encerrada e deverá voltar à mesa de negociações entre o Executivo, o sindicato e representantes do movimento.

A manifestação também relembra a decisão judicial que alterou, em 2025, os parâmetros salariais das profissionais. De acordo com o prefeito, naquele período a administração municipal buscou reduzir os impactos financeiros para as servidoras, mantendo uma remuneração superior àquela determinada pela decisão judicial. Segundo ele, essa medida posteriormente motivou um novo questionamento junto ao Ministério Público.

Danilo também citou a mudança na legislação federal ocorrida neste ano, que passou a reconhecer essas profissionais como professoras da educação infantil e estabeleceu um piso nacional de R$ 5.130. Conforme o prefeito, a remuneração praticada atualmente em Paulínia está acima desse valor, chegando a aproximadamente R$ 8.500, além de benefícios que, segundo ele, podem elevar a remuneração total para mais de R$ 12 mil.

A Prefeitura iniciou uma nova rodada de negociações após a alteração da legislação. De acordo com o posicionamento divulgado, diversas reivindicações apresentadas pelo sindicato e pelo movimento foram atendidas dentro das possibilidades administrativas. A principal divergência permanece relacionada à equiparação salarial ao patamar praticado antes das mudanças determinadas pela Justiça.


Projetos foram encaminhados à Câmara

Diante do cenário, a Prefeitura encaminhou à Câmara Municipal três projetos de lei relacionados à carreira das profissionais. Entre as medidas estão a regulamentação de parte da jornada destinada às atividades realizadas sem a presença dos alunos e a alteração da nomenclatura do cargo para professora de educação infantil.

As propostas também preveem a inclusão das profissionais na mesma estrutura de carreira e tabela do magistério dos professores PEDM, além da garantia de direitos relacionados à carreira, como remoção e recesso escolar.

Segundo Danilo Barros, a aprovação dessas medidas é necessária para que a Secretaria Municipal de Educação consiga organizar o próximo ano letivo, previsto para 2027.

O prefeito afirmou ainda que a questão financeira continuará sendo discutida com as representantes das profissionais e ressaltou que a administração pretende buscar soluções que sejam juridicamente seguras e compatíveis com o orçamento municipal.

Ao comentar a paralisação, Danilo defendeu que o diálogo continue sendo priorizado para evitar prejuízos aos estudantes e às famílias. O prefeito reforçou que a administração municipal pretende avançar nas medidas que estiverem dentro de sua competência e que o compromisso com a qualidade da educação pública permanece como uma das prioridades da gestão.




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