Aluno de 10 anos é agredido por grupo de colegas em escola municipal de Sumaré
Menino precisou ser levado a uma UPA após passar mal; mãe registrou boletim de ocorrência e prefeitura afirma que equipe escolar interveio no conflito
Arquivo pessoal Um estudante de 10 anos foi agredido por seis colegas dentro da Escola Municipal Anália de Oliveira Nascimento, em Sumaré, na terça-feira (25). Segundo o relato da família, o menino foi atingido por socos, chutes e tapas após um desentendimento ocorrido durante uma aula de Educação Física.
A mãe contou que só ficou sabendo do episódio quando foi buscar o filho na escola. Na ocasião, o menino teria passado mal e apresentado sinais de desmaio. Diante da situação, ele foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Santa Joana, onde recebeu atendimento médico.
Conforme o documento emitido pela unidade de saúde, o estudante apresentava dores na cabeça, nas costas, nos braços e nas pernas em decorrência das agressões. O atendimento também registrou que a criança estava emocionalmente abalada e, por esse motivo, foi orientada a permanecer afastada das atividades escolares nos dias seguintes.
A mãe também informou que o filho já realiza acompanhamento no CAPS Infantil. Após o episódio, ela procurou a Polícia Civil e registrou um boletim de ocorrência no 5º Distrito Policial de Sumaré. A criança passou ainda por exame de corpo de delito na quarta-feira (26).
Versões diferentes sobre a intervenção
De acordo com a mãe, o professor que estava com a turma não teria interferido para interromper as agressões. A versão, no entanto, é negada pela Prefeitura de Sumaré.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação afirmou que o conflito foi interrompido e mediado por um professor assim que tomou conhecimento da situação. Segundo a pasta, após a intervenção, a equipe gestora, o Núcleo Pedagógico e a supervisão escolar foram acionados para acompanhar o caso.
A Secretaria também declarou que orientações sobre convivência, respeito e segurança foram reforçadas junto à escola e aos responsáveis pelos estudantes envolvidos.
A Prefeitura ressaltou ainda que não compactua com episódios de violência no ambiente escolar e afirmou que situações dessa natureza são tratadas com prioridade, buscando preservar a segurança e o bem-estar dos alunos.
A Secretaria de Segurança Pública foi procurada para informar sobre o andamento da ocorrência registrada pela família. Até a publicação desta matéria, não havia manifestação sobre o caso.

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