Chuva forte provoca alagamentos e eleva nível de rios em cidades da região
Sumaré teve 101 mm de chuva em 24 horas; Monte Mor acionou plano de contingência após elevação do Rio Capivari
Rodrigo Takamoto A chuva intensa registrada entre a quinta-feira (10) e a madrugada desta sexta-feira (11) provocou ocorrências em diferentes cidades da região. Sumaré, Monte Mor, Paulínia, Campinas e Valinhos registraram impactos causados pelo grande volume de água, incluindo alagamentos, queda de árvores e muros e elevação do nível de rios.
Em Sumaré, o acumulado chegou a 101 milímetros em 24 horas no ponto de medição localizado na região do Rio Quilombo. O índice foi o maior registrado entre os pontos monitorados pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no estado.
Na cidade, um dos pontos afetados foi a Vila Diva, nas proximidades do Ribeirão Quilombo. Equipes da Defesa Civil acompanharam a situação e permaneceram na região para avaliar as condições de segurança.
Outro ponto de medição, na Vila Miranda, registrou 99 milímetros no mesmo período. Diante da possibilidade de novas pancadas fortes, a orientação foi para que moradores evitassem áreas alagadas e não tentassem atravessar trechos com acúmulo de água.
Monte Mor monitora nível do Rio Capivari
Em Monte Mor, a preocupação ficou concentrada na elevação do Rio Capivari. Segundo a Defesa Civil, o nível do rio chegou a 1,36 metro acima da cota de referência para transbordamento.
O município acionou o Plano de Contingência e mobilizou equipes de diferentes secretarias para acompanhar as áreas consideradas de risco.
Moradores dos bairros Capuavinha, Progresso e Farid Calil, além do Condomínio Pontim, receberam orientações diante da elevação do rio. Uma família chegou a solicitar atendimento durante a madrugada, mas posteriormente desistiu. Até o início da manhã, não havia registro de moradores desalojados ou desabrigados.
Os maiores acumulados registrados em pontos monitorados pelo município foram de 73,8 mm no Jardim Paviotti, 65,2 mm nas Chácaras Mirim, 64,5 mm na Ponte Siqueira Campos, 56,6 mm no Cônego Cyriaco e 55,7 mm em Santa Cruz.
Paulínia registra 78 mm
Em Paulínia, o acumulado chegou a 78 milímetros entre a madrugada e a manhã desta sexta-feira.
A Defesa Civil registrou um caso de fiação rompida na região central. Apesar do volume de chuva, não foram informados pontos de alagamento, quedas de árvores ou vítimas no município.
Campinas também teve ocorrências
Em Campinas, a chuva provocou diferentes ocorrências durante a madrugada. Entre os registros estão alagamentos, quedas de árvores e de muros.
Na Avenida Heitor Penteado, houve alagamento de média proporção próximo ao Kartódromo, sem necessidade de bloqueio da pista. Já na Rua Alfredo da Costa Figo, um veículo ficou preso em um trecho alagado e precisou ser retirado por um guincho.
Árvores de grande porte também caíram na Rua Alberto Bosco, na Nova Aparecida, e na Avenida da Saudade, causando bloqueios totais nas vias.
A cidade ainda registrou quedas de muros no Jardim Maracanã. Um ponto de medição no Ribeirão das Cabras acumulou 88 mm de chuva em 24 horas.
Valinhos tem acesso bloqueado
Em Valinhos, um alagamento provocou a interdição de uma alça do Trevo de Valinhos, no Anel Viário Magalhães Teixeira. Segundo a concessionária responsável pelo trecho, o bloqueio não causava lentidão significativa no trânsito.
A sequência de ocorrências reforça o alerta das Defesas Civis para a possibilidade de novos episódios de chuva forte na região. A recomendação é evitar áreas sujeitas a alagamentos, não atravessar vias cobertas pela água e procurar locais seguros durante temporais.


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