Ricardo Dalbem: Um sonho chamado Paulínia
Existealgo profundamente poderoso quando uma cidade não é apenas um ponto no mapa,mas uma memória viva. Paulínia, para muitos, é sinônimo de indústria,crescimento, arrecadação e desenvolvimento. Mas uma cidade não se sustentaapenas de concreto, números e infraestrutura. Uma cidade também é feita decultura, de pertencimento e de histórias que atravessam gerações.
RicardoDalbem traduz isso com uma simplicidade que desarma qualquer discurso pronto.Ele não fala como alguém que apenas organiza um evento. Ele fala como quemcarrega a cidade no peito. Desde criança, ligado à cultura sertaneja, levadopelo pai aos rodeios de Paulínia, ele idealizou um sonho que parecia distante:ver sua terra novamente pulsando no coração de uma grande festa popular.
Efoi exatamente isso que aconteceu.
Em2024, a Festa do Peão de Paulínia voltou. Não como uma lembrança nostálgica ouum espetáculo passageiro, mas como um símbolo de reconexão coletiva. Umreencontro entre passado e presente. Um resgate de identidade em tempos em quetudo parece precisar ser rápido, digital e descartável.
AFPP é mais do que arena, shows e montarias. Ela é tradição viva. É culturaregional que se mantém firme. É a cidade ocupada por famílias, por jovens, portrabalhadores, por visitantes que chegam de outras regiões. É um evento quemovimenta a economia local, aquece o comércio, impulsiona hotelaria,gastronomia, transporte e gera empregos diretos e indiretos.
Maisdo que entretenimento, é impacto real.
Oretorno da festa reposiciona Paulínia no circuito dos grandes eventos dointerior paulista. E isso não acontece por acaso. Exige organização, visão,coragem e, principalmente, compromisso com a cidade.
Doisanos já passaram. Agora, indo para o terceiro, Ricardo Dalbem garante que seráuma edição muito especial. Porque quando alguém constrói um projeto com raiz,com verdade e com amor pela própria terra, o resultado não é apenas um evento.É um marco urbano e cultural.
Paulíniaprecisa de inovação, de tecnologia, de futuro. Mas também precisa de símbolosque unam as pessoas. Precisa de sonhos que nascem no chão da infância e crescemjunto com a cidade.
AFesta do Peão de Paulínia não voltou por acaso.
Elavoltou porque alguém acreditou.
Eporque tradição não é passado.
Tradiçãoé identidade em movimento.




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