Câmara de Sumaré tem aumento de gastos e ultrapassa R$ 33 milhões sob gestão de Hélio Silva
Despesas cresceram 16% em um ano, mesmo sem alterações na estrutura legislativa; custo por habitante também subiu
A Câmara Municipal de Sumaré registrou um crescimento significativo nas despesas durante o período de maio de 2024 a abril de 2025. Segundo dados do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), os gastos chegaram a R$ 33,7 milhões — um aumento de 16,2% em relação ao ciclo anterior, que havia totalizado cerca de R$ 29 milhões.
O aumento ocorreu sob a presidência do vereador Hélio Silva (Cidadania), que está em seu segundo mandato consecutivo à frente do Legislativo. Apesar da elevação nos custos, não houve mudanças na composição da Casa, que continua com 21 parlamentares e sem reajustes nos salários dos vereadores.
Outro indicador que chama atenção é o custo por habitante, que passou de R$ 104,09 para R$ 116,62, representando uma alta de 12%. Com isso, Sumaré figura entre as câmaras mais onerosas da Região Metropolitana de Campinas, superando cidades como Americana, Limeira e Indaiatuba.
A justificativa para o aumento de despesas ainda não foi apresentada oficialmente pela presidência da Câmara. As contas referentes ao exercício de 2023, primeiro ano da atual gestão, seguem em análise pelo TCE-SP.
A expectativa é que os dados sejam discutidos em plenário nos próximos meses, com possível repercussão entre os vereadores e a sociedade civil. Enquanto isso, o tema já começa a gerar debates sobre transparência, eficiência e responsabilidade na gestão dos recursos públicos.




COMENTÁRIOS