Justiça mantém prisão de ex-jogador Piá após tentativa de fuga em Sumaré
Com passagens por Santos e Corinthians, ex-atleta possui condenação por fraude em apostas; defesa alega comorbidades e busca extinção da pena
Futura Press | Reprodução/EPTV A Justiça de São Paulo decidiu, em audiência de custódia realizada nesta terça-feira (3), manter a prisão preventiva de Reginaldo Rivelino Jandoso, o ex-jogador Piá, de 52 anos. O ex-meia, com passagens marcantes por Ponte Preta, Santos e Corinthians, foi capturado na noite de segunda-feira (2) em Sumaré, após tentar fugir de uma abordagem da Polícia Militar.
A prisão ocorreu no bairro Residencial Real Park. Segundo o registro policial, Piá demonstrou nervosismo ao avistar uma viatura do 10º Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) e iniciou uma fuga com seu veículo, chegando a invadir um condomínio e destruir a cancela de acesso. Ao ser detido, ele confessou que fugiu por saber da existência de um mandado de prisão em aberto contra si.
Condenação e idas e vindas judiciais
O mandado de prisão é oriundo de uma condenação da 3ª Vara Criminal de Limeira a 2 anos, 8 meses e 20 dias de reclusão em regime fechado. O crime refere-se a uma tentativa de suborno a um goleiro em 2018 para manipular o resultado de uma partida da quarta divisão do Campeonato Paulista — prática tipificada como fraude em apostas esportivas.
O caso de Piá teve um desfecho jurídico recente e complexo: a pena chegou a ser anulada por um indulto em 2025, mas o Ministério Público recorreu e a decisão foi cassada em janeiro de 2026, reativando a ordem de captura.
Histórico de crimes e posição da defesa
Esta é a quinta vez que o ex-atleta é preso desde o fim de sua carreira nos gramados. O histórico de Piá inclui:
Quatro prisões anteriores por furto a caixas eletrônicos (utilizando dispositivos para "pescar" envelopes);
Passagens por porte ilegal de arma e drogas;
Investigações anteriores envolvendo organização criminosa.
Em nota, a defesa do ex-jogador afirmou que ele está reintegrado à sociedade, atuando como empresário de atletas desde o fim de 2023, e que possui comorbidades que exigem tratamento médico constante. Os advogados buscam agora a extinção da pena com base em decretos de indulto anteriores, mas, por ora, o ex-jogador permanece detido à disposição do sistema prisional.


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