Sumaré registra alta de 33% nas quedas de energia causadas por pipas em 2026
Levantamento da CPFL aponta aumento das ocorrências na cidade e reforça alerta sobre os riscos do uso de cerol e linha chilena durante o período de férias escolares
Divulgação/Equatorial Goiás O número de interrupções no fornecimento de energia elétrica provocadas por pipas aumentou em Sumaré neste ano. De acordo com um levantamento da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), entre janeiro e maio de 2026 foram registradas 81 ocorrências no município, contra 61 no mesmo período de 2025, o que representa um crescimento de 33%.
O aumento acompanha o cenário observado em toda a região de Campinas, onde foram contabilizadas 1.859 interrupções nos cinco primeiros meses do ano, frente às 1.746 registradas em 2025, uma alta de 6,5%. Em média, a região enfrentou cerca de 12 quedas de energia por dia provocadas por pipas presas ou em contato com a rede elétrica.
Além de Sumaré, Hortolândia apresentou um dos maiores aumentos proporcionais da região, passando de 62 para 101 ocorrências, enquanto Campinas liderou o número absoluto de registros, com 277 casos — o equivalente a uma interrupção de energia a cada 13 horas.
Com a chegada das férias escolares, período em que a prática de soltar pipas se torna mais frequente, a CPFL intensificou as ações de conscientização para alertar sobre os riscos de acidentes envolvendo a rede elétrica.
Segundo a concessionária, o contato das pipas com os cabos de energia pode provocar curtos-circuitos, rompimento de fios e interrupções no fornecimento de eletricidade, afetando residências, comércios e serviços essenciais.
O problema se agrava com o uso de cerol e linha chilena, materiais cortantes capazes de romper cabos elétricos e causar acidentes graves com pedestres, ciclistas e motociclistas. Além do risco à vida, essas linhas aumentam significativamente as chances de apagões.
No Estado de São Paulo, a Lei Estadual nº 17.201/2019 proíbe a fabricação, comercialização e o uso de cerol e linha chilena. Quem descumprir a legislação está sujeito à aplicação de multas e, em casos de acidentes, pode responder criminalmente.
Orientações para evitar acidentes
Para reduzir os riscos, a CPFL recomenda que a prática de soltar pipas seja realizada apenas em locais abertos e distantes da rede elétrica. Entre as principais orientações estão:
Não soltar pipas próximo a postes, fios de energia ou subestações;
Nunca utilizar cerol ou linha chilena;
Escolher espaços amplos e afastados da rede elétrica;
Não tentar retirar pipas presas na fiação.
Caso uma pipa fique enroscada nos cabos de energia, a orientação é não tentar removê-la. O procedimento correto é acionar os canais oficiais da concessionária para que a retirada seja feita com segurança.
Em situações de emergência ou falta de energia, os moradores podem entrar em contato com a CPFL pelo telefone 0800 010 1010 ou pelos canais digitais disponibilizados pela empresa.
Com o aumento das ocorrências em Sumaré, a concessionária reforça o apelo para que pais e responsáveis orientem crianças e adolescentes sobre os riscos da brincadeira quando realizada em locais inadequados ou com materiais proibidos. Além de colocar vidas em perigo, a prática pode causar prejuízos para milhares de consumidores afetados pelas interrupções no fornecimento de energia.


COMENTÁRIOS