Toyota entra na fase final de transferência de operações de Indaiatuba para Sorocaba
Após quase três décadas de atividade no município, montadora ainda não definiu qual será o futuro da unidade industrial
Toyota do Brasil / Arquivo Pessoal A Toyota iniciou a etapa final do processo de transferência de suas operações da fábrica de Indaiatuba para o complexo industrial de Sorocaba, marcando o encerramento de um ciclo de quase 28 anos de produção no município da Região Metropolitana de Campinas.
A mudança faz parte do plano de investimentos de R$ 11 bilhões anunciado pela montadora para ampliar sua capacidade produtiva e modernizar suas operações no Brasil. Com a transferência, a produção do sedã Corolla passará a ser concentrada em Sorocaba, onde a empresa pretende integrar de forma mais eficiente a cadeia produtiva e os fornecedores.
Apesar da proximidade do encerramento das atividades industriais em Indaiatuba, a Toyota informou que ainda não definiu qual será a destinação da unidade. Segundo a empresa, a prioridade neste momento é concluir a migração das operações e garantir o suporte aos colaboradores envolvidos no processo.
Inaugurada em 1998, a fábrica de Indaiatuba teve papel importante na história da montadora no país. Ao longo de sua trajetória, produziu mais de um milhão de veículos, consolidando-se como uma das principais unidades da empresa no Brasil. A planta também ficou marcada pela fabricação dos primeiros modelos híbridos flex do mundo, tecnologia que se tornou referência no setor automotivo.
De acordo com a Toyota, a decisão pela transferência está relacionada às limitações físicas da unidade de Indaiatuba para futuras expansões e modernizações. A empresa avalia que a concentração das atividades em Sorocaba permitirá ganhos de eficiência, aumento da capacidade produtiva e adoção de processos mais avançados.
Em 2024, a montadora e o Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região firmaram acordos para a transferência de funcionários para outras unidades ou adesão a programas de desligamento voluntário. No auge das operações, a fábrica chegou a empregar cerca de 1,5 mil trabalhadores.
Enquanto a produção se despede gradualmente de Indaiatuba, o destino da área industrial permanece indefinido, gerando expectativa entre trabalhadores, lideranças locais e o setor produtivo sobre os próximos passos da empresa na cidade.


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