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Sumaré,01/10/2026

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Gestantes de alto risco relatam cancelamentos de consultas após saída de obstetras do Hospital Estadual de Sumaré

Pacientes afirmam enfrentar dificuldades no acompanhamento do pré-natal; hospital confirma desligamento de 18 médicos em setembro e diz ter recomposto a equipe

Fonte: G1 Campinas
Gestantes de alto risco relatam cancelamentos de consultas após saída de obstetras do Hospital Estadual de Sumaré

Gestantes de alto risco atendidas pelo Hospital Estadual de Sumaré (HES) relatam dificuldades para manter o acompanhamento do pré-natal após mudanças no quadro de profissionais da unidade. Segundo pacientes, consultas foram canceladas ou remarcadas, causando preocupação entre mulheres que precisam de acompanhamento regular durante a gravidez.

Uma das pacientes é uma mulher de 40 anos que chegou à 35ª semana de gestação após ter passado por uma curetagem no próprio hospital, em fevereiro, depois de receber o diagnóstico de uma gravidez sem evolução. Dias depois, exames confirmaram que a gestação continuava. Desde então, ela passou a ser acompanhada como gestante de alto risco, mas afirma ter enfrentado dificuldades para manter as consultas.

A paciente relata que passou por atendimentos com médicos diferentes e teve consultas canceladas ao longo do acompanhamento. Ela também afirma ter encontrado dificuldades para receber orientações sobre os cuidados necessários durante a gestação.

Segundo caso registrado em 2026

A situação ocorre no mesmo hospital onde, em agosto, outra paciente descobriu que continuava grávida após receber um diagnóstico de aborto espontâneo e ser submetida a uma curetagem.

Os dois casos ocorreram em 2026 e envolvem pacientes que posteriormente descobriram que as gestações haviam continuado. As situações foram encaminhadas para apuração pela unidade.

Hospital confirma desligamento de médicos

O Hospital Estadual de Sumaré confirmou que houve um desfalque na equipe de ginecologia e obstetrícia em setembro, após o desligamento de 18 profissionais.

Segundo a unidade, as vagas foram recompostas ao longo do mês e o serviço conta atualmente com 45 médicos. O hospital também informou que está reorganizando as agendas para ampliar a oferta de consultas de pré-natal e que as gestantes têm prioridade no agendamento.

Entre janeiro e agosto de 2026, foram realizadas 1.821 consultas ambulatoriais de ginecologia e obstetrícia, sendo 1.136 de pré-natal. No mesmo período, a unidade registrou 3.621 atendimentos de urgência, 1.430 partos e 668 cirurgias.

O hospital afirma que a reorganização da equipe busca reduzir os impactos provocados pela mudança no quadro de profissionais e garantir a continuidade do acompanhamento das gestantes atendidas pela unidade.




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